Título: Travassô e Alquerubim e outras localidades da Região Vouga (lido 1036 vezes) (30-06-09) Autor do Artigo: Cláudia Silva Autor do Livro: Laudelino de Miranda Melo ![]() Sublinhou-se recentemente o interesse de valorizarmos o nosso património, ou melhor, a importância desde logo de o conhecermos. É também neste sentido que a leitura deste mês pretende reconhecer um autor, pelo seu trabalho e dedicação ao nosso património aqui tão próximo. Trata-se de Laudelino Miranda Melo e de uma das suas obras mais completas no âmbito documental: “Travassô e Alquerubim e outras localidades da Região Vouga (Gráfica Aveirense, 1942). Esta obra, foi a segunda publicação em Portugal, após algumas outras publicadas no Brasil, onde residiu ainda jovem e onde lhe nasceu a paixão da escrita. Apesar de raros, os exemplares deste livro são o melhor registo da vida e tradições da primeira metade do século passado nas localidades de Travassô e Alquerubim. São ainda descritas as personalidades mais influentes, assim como, a importância que elas exerceram na forte relação que existia entre estas duas localidades. Hoje em dia, o nome do autor está associado à principal rua do lugar de Almear, onde nasceu nos finais do séculos XIX e faleceu no final da década de setenta do século seguinte. A sua casa ainda existe e sobre um dos seus lados em azulejo (quem vem no sentido Aveiro-Agueda) pode ler-se: ALMENARA. Como ele descreveu, em Almear existia um antigo farol, daí o seu nome Almenara, Alumiar e, por fim, Almear. Apesar de podermos questionar a demasiada importância que o autor conferia às pessoas de grau social mais elevado, a verdade é que ele foi o único que descreveu e registou o século XX de Travassô, não só nesta obra, como em posteriores, nomeadamente em algumas escritas para o “Arquivo Distrital de Aveiro”. Viajou, privou com vultos da literatura como Ferreira de Castro, nunca esqueceu as suas raízes e, tal como outras figuras de Travassô, a sua importância tem sido, infelizmente, esquecida ao longo dos anos. Talvez esta seja a melhor altura de voltarmos a olhar para a nossa história, a história do local em que vivemos. |